O Sport se preparava para "dormir" quando uma sucessão de fatos mudou a realidade do clube: Marcelinho Paraíba confirmado, Toninho Cerezo demitido e Geninho contratadoNuma velocidade impressionante, três acontecimentos mudaram por completo a situação do clube na temporada. O primeiro: a contratação de Marcelinho Paraíba, talvez a mais pomposa de toda a Série B. Minutos depois, a demissão do "prestigiado" Toninho Cerezo. Por fim, a contratação de Geninho. Quem dormiu antes das 21h encontrou um outro Sport na manhã de hoje.
Algo que era até esperado, mas impossível de prever pelas circunstâncias. Como acontece na maioria dos golpes. O Sport estava concentrado para enfrentar o Figueirense na Ilha do Retiro. Um jogo chave para o distanciamento da zona de rebaixamento e a reconquista da confiança do torcedor. Principalmente após o empate no Clássico dos Clássicos. Para muitos, o duelo nos Aflitos poderia marcar o início da recuperação leonina. Para quase todos, Cerezo havia livrado o risco da demissão.
Não para a diretoria do Sport. "A demissão foi uma decisão do colegiado em uma reunião hoje (ontem) à tarde. Avaliamos que seria interessante uma mudança no comando da equipe neste momento. Analisamos e vimos que precisávamos de outra dinâmica", destacou o vice-presidente de futebol leonino, Francisco Guerra, após todos os acontecimentos. O dirigente não quis confirmar a contratação de Geninho. Mas também não desmentiu.
Após muita insistência, Gustavo Dubeux atendeu ao Superesportes no início da madrugada. "Foi uma decisão de coragem, mas tivemos que tomá-la para melhorar a situação da equipe. A saída de Cerezo foi uma decisão amadurecida, pois os resultados não estavam vindo. Como tivemos a opção da troca, não podíamos perder a oportunidade", disse. O Superesportes tentou ainda entrevistar o presidente do clube, Sílvio Guimarães, mas ele estava com os celulares desligados.
Esta será a segunda passagem de Geninho na Ilha do Retiro. A primeira aconteceu em 2007, na Série A. Contratado para salvar o Sport do rebaixamento, Geninho conseguiu mais. Só não levou o time à Sul-Americana porque perdeu na última rodada para o já rebaixado Juventude. O Leão ainda tentou mantê-lo no cargo, mas não conseguiu. No ano passado, o treinador comandou o Náutico na Série A. Desta vez, não conseguiu livrar Pernambuco do rebaixamento.
Maldição - A demissão de Toninho Cerezo mantém uma "tradição" que acontece desde 2006. Quatro treinadores foram demitidos de Sport ou Náutico após um Clássico dos Clássicos. Foi assim com Paulo Campos em 2006, PC Gusmão em 2007, Leandro Machado em 2008 e Emerson Leão em 2009. Cerezo entra na lista e deixa a "maldição" viva para o ano seguinte. Quer dizer, ainda há um Clássico dos Clássicos na temporada. Cuidado, treinadores!











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